Editorial Semanal: Carabobo 200

Este junho, comemoramos 200 anos de aniversário da Batalha de Carabobo. Enquanto vivemos uma pandemia e um bloqueio mais violento e criminoso na história de Venezuela, também estaremos dando as boas vindas a amigos e aliados da Revolução Bolivariana para a comemoração. Não é uma data de um passado distante senão o amanhecer de um novo horizonte para o socialismo venezuelano e a urgente luta que toda a humanidade deve enfrentar para superar o atual modelo de exploração.

A Batalha de Carabobo se havia ganhado inclusive antes de que começará. A vitória não foi uma surpresa, foi resultado de um processo iniciado anos antes, que combinou a determinação de um povo em obter sua liberdade política coletiva e sua emancipação. Contou com o gênio e o desprendimento de Simón Bolívar como líder revolucionário que preparou as condições para uma vitória que tornaria  irreversível a independência da América do Sul.

As lições seguem sendo as mesmas. A unidade de todas as forças comprometidas com a emancipação é fundamental. O compromisso e a ética revolucionária são fundamentais. A unidade da classe trabalhadora em todo o mundo é chave para forjar um novo futuro e uma nova sociedade. Damos as boas vindas ao bicentenário da Batalha de Carabobo e damos as boas vindas ao nosso novo horizonte.

Notas:

•             O mundo lamentou o falecimento de Yuan Longping, o científico chinês que desenvolveu o arroz híbrido. Motivado pela luta contra a fome, depois de ajudar milhões de pessoas a superar a fome em China, formou a mais de 14 mil técnicos em 80 países. Quando surgiu a notícia de seu falecimento, milhares de pessoas na Província de Hunan saíram as ruas para homenagear a Yuan.

•             Os brasileiros saíram às ruas nesse dia 29 de maio, convocados pelas Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, protestando contra Bolsonaro e exigindo vacinas para todo o Brasil. Milhares de manifestantes encheram as ruas das 27 capitais e de mais outras 100 cidades nesse protesto nacional. Os brasileiros também exigiram recursos do Estado para ajudar as famílias trabalhadoras e se colocaram contra ao que descrevem  como uma política negligente no combate ao COVID-19, que equivale a um genocídio.

•             Um ano depois do assassinato de George Floyd, o Instituto Simón Bolívar realizou uma discussão sobre o racismo ssistêmico nos Estados Unidos e Colômbia. O professor Akinyele Umoja do Movimento Malcom X Grassroots disse, “com o estado imperialista dos Estados Unidos, as comunidades negras ainda estão sujeitas à ocupação… A polícia não é vista em nossas comunidades como pessoas que protegem e servem, são vistas como instrumentos de ocupação”. Também se identificaram sinais alentadores de mudança. O professor August Nimtiz disse: “O que ocorreu a um ano foi o começo da libertação, uma libertação graças às massas; e segundo, o mais importante, foi um protesto multirracial, mais da metade dos participantes eram brancos… nunca havíamos visto isso antes”. Da mesma forma, no caso de Colômbia, Chato Mina Rojas falou dos protestos e da repressão que sofre os afro-colombianos e concluiu que “uma posição antirracista é a única que nos ajudará a desmantelar, não só o racismo mas o sistema que o sustenta, que é o capitalismo”.

•             As ruas de toda Venezuela foram tomadas por caravanas em solidaridade com Cuba nos dia 29 e 30 de maio, exigindo o fim do criminoso bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Caracas, Maracaibo, Maracay e outras cidades de uniram e agradeceram Cuba e suas brigadas médicas, que tem estado a frente da luta  contra a pandemia global. Caracas também marchou no dia 25 de maio para defender Palestina e denúncia a mais recente agressão das forças israelenses.

•             Está semana, no 150° aniversário da queda da Comuna de Paris, o Instituto Simón Bolívar se uniu a um grupo de 27 editoriais em 15 países para publicar a Comuna 150 de Paris em 18 idiomas. O legado da Comuna de Paris sempre deve inspirar-nos a criar nossos novos horizontes, particularmente em Venezuela, onde lutamos para construir nossa sociedade comunal com justiça, solidariedade e paz.

•             Recordamos a Maurice Bishop, nascido em 29 de maio de 1944. Líder do Movimento New Jewel em Granada, derrubado pelo imperialismo em 1983. “Este é o verdadeiro significado da democracia revolucionária. É um crescimento na confiança no poder das pessoas comuns para transformar o seu país e transformar-se. É o crescimento na apreciação das pessoas que se organizam, decidem, criam juntas. É um crescimento do amor fraterno”.